Ficaram por preencher 7853 vagas no CNA 2010/2011 (foram abertas 53410 vagas no total dos dois subsistemas), das quais 2402 pertencem a vagas não preenchidas nos cursos abertos em regime pós laboral.
As vagas abertas em regime pós-laboral, nos dois subsistemas, foram 5543, tendo ainda sido abertas 190 vagas em ensino à distância.
No cômputo geral, as Universidades ofereceram 1531 vagas em regime pós-laboral, ficando por preencher 632 o que equivle a cerca de 42% e os IP puseram a concurso 4012 vagas em regime pós laboral e preencheram cerca de 44%. No ensino à distância ficaram por preencher cerca de 74% das vagas abertas.
No regime normal ficaram por preencher apenas 11% das vagas abertas.
Há 15 cursos com menos de 10 alunos colocados, no regime diurno no subsistema Universitário, e 16 no regime pós laboral (abriram-se 43 cursos cursos em regime pós-laboral nas Universidades.
Há 34 destes cursos com menos de 20 alunos colocados (mas com mais do que 10) no regime normal e 5 cursos nestas condições no regime pós-laboral. As Universidades ofereceram 468 cursos em regime normal.
Os IP abriram 653 cursos dos quais 127 em regime pós-laboral. 82 dos cursos abertos em regime normal têm menos de 10 alunos colocados, 73 têm um número de alunos colocados entre 10 e 20.
No regime pós-laboral há 52 cursos com menos de 10 alunos e 23 com um número de alunos colocados entre 10 e 20.
O total de alunos colocados, no regime normal, em cursos com menos de 10 alunos (que provavelmente não atingirão 20 na 2ª fase) é de 99 nas Universidades, e de 65 no regime pós laboral.
Nos IP, o número de alunos, em regime normal, colocados em cursos que no total não atingiram 10 colocações, é de 396 e no regime pós-laboral é de 182.
Resumindo:
Há, grosso modo e excluindo a 2ª fase, nas Universidades 164 alunos colocados em cursos que, de acordo com a opinião do Sr. Ministro, devem fechar e nos IP há 560 alunos nestas condições.
No total, e segundo a opinião do Sr. Ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, há 724 alunos que foram colocados, pelo CNA, cujos cursos, ou fecham ou não são financiados (seja lá o que isto quer dizer)!
Nunca ninguém perguntou ao Sr. Ministro o que se faz a estes alunos:
1- será que se colocam noutros cursos?
2- se sim, em que cursos? naqueles para os quais não tiveram nota para entrar?
3- avisam-se já para concorrerem na 2ª fase? quem avisa?
4- concorrem novamente? Quando?
5- ........
O Sr. Ministro sobre isto não diz NADA.... como também nunca diz nada sobre o que quer dizer "não financiar".
Vamos tentar perceber o que pode querer dizer "não financiar":
De acordo com o contrato de confiança, assinado em Janeiro, o financiamento foi calculado aumentando 10% ao financiamento de cada Instituição em 2009/2010 (incluindo reforços). Não houve o cálculo de financiamento/aluno.
Mas o Sr. Ministro diz que "não financia esses alunos" será que vai dividr o financiamento distribuído pelo número de alunos e, para o ano, retira o valor correspondente ao número de alunos entrados em cursos com menos de 20? será?
Se for, isto quer dizer que, quem respondeu ao pedido do Sr. Ministro, e do Sr. 1º Ministro, para abrir vagas em cursos pós-laborais (visto que se quer aumentar o nº de licenciados e as vagas diurnas não podiam aumentar), para atingir os tais 40% de licenciados em 2020 (sendo esta uma opção correcta ou não, pessoalmente acho que não) agora, ou fecha os cursos, e não se sabe o que faz aos alunos e às expectativas que lhes foram criadas, ou é penalizado...estranho, mais valia estar quieto!
Este discurso do Sr. Ministro, para a comunicação social, não pega!
Não se fecham cursos, com alunos colocados, com tanta facilidade, o "não financiamento" desses alunos não pode ser "anunciado" de uma forma tão "leviana".
Vejamos agora porque considero errada a abertura de tantos cursos em regime pós-laboral, da forma como foram abertos:
Olhemos primeiro para os cursos Universitários
Se olharmos com atenção para os resultados verificamos,de uma forma geral:
Cursos dos regime pós-laboral que ficaram "vazios" são os mesmos que, no regime normal, também têm muito poucas colocações.
Cursos em que há excesso de procura diurna, de uma forma geral ,tiveram uma procura pós-laboral razoável.
Foi um erro GRANDE abrir, no regime pós-laboral, cursos cuja procura é SEMPRE muito baixa.
Houve erros destes na Universidade dos Açores, do Algarve, de Évora, Nova de Lisboa e Lisboa.
Esta observação faz surgir uma outra questão: alunos sem média para o regime diurno, se concorrerem, na mesma Universidade, ao regime pós-laboral entram, com uma média muito inferior; ex: Arquitectura da FAL tem de média, de último colocado, 16,6 no regime diurno e 11,9 no pós-laboral!
Esta questão é, no meu entender, prejudicial para a clareza e justiça do CNA.
Não tenho solução, limitei-me a observar, mas introduz "areia" no sistema.
Se formos agora analizar o que se passou no Politecnicos é mais ou menos semelhante, os cursos, quase todos, da área de gestão, finanças, contabilidade, direito, solicitadoria, relações internacionais, turismo e algumas engenharias (aqui sem um padrão coerente) ficaram, mais ou menos, razoavelmente preenchidos.
Ou seja, abrir vagas, em regime pós-laboral, só por abrir, NUNCA devia ter sido feito, há um custo associado, em pessoal docente e em gastos gerais, que não é negligenciável, que devia ter sido MUITO ponderado e acompanhado com uma pesquiza de mercado que tivesse orientado estas decisões.
Abrir, por abrir, foi um erro ENORME, abrir cursos, só para experimentar, que não têm procura diurna, foi um erro!
Como sempre, o Ministério lava daí as mãos, agora temos cursos com alunos colocados, que o Ministério diz que não financia, apesar de não sabermos o que isto quer dizer, e...fazemos o quê?
Mas de tudo isto o que me salta à vista é:
Todos os anos temos estes dados, todos os anos olhamos para estes números, ou outros muito semelhantes, como se fosse a primeira vez, todos os anos fazemos os mesmos erros, todos os anos "manipulamos" os números para "massajar os nossos egos", todos os anos adiamos a questão fundamental:
Reestruturar a rede de ensino superior!
Para quando CRUP, CCSIP e MCTES vão encarar este problema REALMENTE, com a coragem que para tal é necessário?
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Afinal era Mentira!?
No Jornal de negócios, hoje, vem escrito "preto no branco" o contrário do que os Ministros da Cultura e da Ciência Tecnologia e Ensino Superior tinham afirmado:
Universidades vão ter que reter 20% das verbas de PIDDAC e 20% das verbas arrecadadas com taxa multas e outras penalidades
Quem o diz?
Fonte oficial do Ministério das Finanças
É curioso que esta notícia saia, a seguir a outra, em que se refere que são as Universidades responsáveis por um aumento de 43% da despesa pública!
E porquê curioso?
Porque quem propôs, negociou e assinou, em 12 de Janeiro, um contrato de confiança com as Instituições de Ensino Superior (IES), foi o 1º Ministro, presume-se que por sugestão do Ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior.
E, recorde-se, com este contrato, foram repostos os níveis orçamentais de 2005!
Que ideia é esta agora de serem as IES responsáveis pelo aumento da despesa?
Que país é este que ataca sempre as IES?
Porquê?
De 2005 a 2009 o orçamento das IES, não o da Ciência, logo não o do Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, mas o orçamento das Universidades e Institutos Politécnicos foi sempre diminuindo... ninguém acreditou toda a imprensa e opinião pública, no geral, ataca!
Porquê?
Porque aumentou sempre o orçamento do MCTES?
Certo, mas não para as IES!
Será que o Sr. 1º Ministro nunca reparou nisto?
Será que o Sr. Ministro do MCTES não sabe disto?
Será que a comunicação social não sabe?
Será que a opinião pública não quer saber?
TODOS sabem, e mesmo assim agora ainda vêm dizer que as IES são responsáveis por um aumento de 43% da despesa!
Não elas, quanto muito o governo que lhes deu o dinheiro, para fazer "flores" aparecer nos jormais, eventualmente, e sem fazer contas!
Claro que agora, depois de se "dizer" que as IES são responsáveis pelo aumento da despesa, toda a gente concorda que cativem 20%, os tais 20%, como os outros....
O que ainda ninguém escreveu "preto no branco" é se os 20% abrangem as propinas... porque são 20% das receitas arrecadadads em "taxas multas e outras penalidades" e propinas, segundo a definação que vem na lei são uma "taxa de frequência"
Mas também quem se preocupa com isso agora?
O país está a banhos;
Os alunos estão de férias;
Está tudo calmo e não há ninguém que pergunte ao 1º Ministro se isto não será um "imposto" a mais que é pago pelos alunos e suas famílias.
Mas também não interessa porque ele pode dizer que não é verdade...e pronto....ficamos descansados...como aconteceu com a retenção dos 20% ...ou dizer que depois há uma reposição...e ficamos descansados outra vez ... e assim vai o Verão!
e os Reitores em compasso de espera e ainda acreditam....
Universidades vão ter que reter 20% das verbas de PIDDAC e 20% das verbas arrecadadas com taxa multas e outras penalidades
Quem o diz?
Fonte oficial do Ministério das Finanças
É curioso que esta notícia saia, a seguir a outra, em que se refere que são as Universidades responsáveis por um aumento de 43% da despesa pública!
E porquê curioso?
Porque quem propôs, negociou e assinou, em 12 de Janeiro, um contrato de confiança com as Instituições de Ensino Superior (IES), foi o 1º Ministro, presume-se que por sugestão do Ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior.
E, recorde-se, com este contrato, foram repostos os níveis orçamentais de 2005!
Que ideia é esta agora de serem as IES responsáveis pelo aumento da despesa?
Que país é este que ataca sempre as IES?
Porquê?
De 2005 a 2009 o orçamento das IES, não o da Ciência, logo não o do Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, mas o orçamento das Universidades e Institutos Politécnicos foi sempre diminuindo... ninguém acreditou toda a imprensa e opinião pública, no geral, ataca!
Porquê?
Porque aumentou sempre o orçamento do MCTES?
Certo, mas não para as IES!
Será que o Sr. 1º Ministro nunca reparou nisto?
Será que o Sr. Ministro do MCTES não sabe disto?
Será que a comunicação social não sabe?
Será que a opinião pública não quer saber?
TODOS sabem, e mesmo assim agora ainda vêm dizer que as IES são responsáveis por um aumento de 43% da despesa!
Não elas, quanto muito o governo que lhes deu o dinheiro, para fazer "flores" aparecer nos jormais, eventualmente, e sem fazer contas!
Claro que agora, depois de se "dizer" que as IES são responsáveis pelo aumento da despesa, toda a gente concorda que cativem 20%, os tais 20%, como os outros....
O que ainda ninguém escreveu "preto no branco" é se os 20% abrangem as propinas... porque são 20% das receitas arrecadadads em "taxas multas e outras penalidades" e propinas, segundo a definação que vem na lei são uma "taxa de frequência"
Mas também quem se preocupa com isso agora?
O país está a banhos;
Os alunos estão de férias;
Está tudo calmo e não há ninguém que pergunte ao 1º Ministro se isto não será um "imposto" a mais que é pago pelos alunos e suas famílias.
Mas também não interessa porque ele pode dizer que não é verdade...e pronto....ficamos descansados...como aconteceu com a retenção dos 20% ...ou dizer que depois há uma reposição...e ficamos descansados outra vez ... e assim vai o Verão!
e os Reitores em compasso de espera e ainda acreditam....
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Notícia do Expresso- Mais vagas no Ensino Superior
Num dos blogues do Jornal Expresso, sob o título "mais vagas no Ensino Superior", aliás um artigo muito pertinente, o autor refere que "talvez seja altura .... de haver uma maior interligação entre o mundo empresarial e as instituições de ensino superior....talvez seja altura de unir esforços em vez de andarmos cada um a puxar para seu lado....".
E está carregado de razão!
Os C. Gerais têm aqui um papel muito importante, porque parte dos seus membros pertencem ao "mundo real" porque estão distantes das querelas intra e inter-instituições, porque .... têm que aprovar as estratégias das várias instituições.
E estes problemas, das vagas, número de vagas totais e por curso, dos cursos, quantos e com quantas vagas, da rede de ensino superior, quem dá o quê aonde, como e com que qualidade, em parceria ou isolado, fazem todos parte de um Grande Problema: A rede de Ensino Superior e Nós Temos que Ajudar a Resolver: puxando todos para o mesmo lado, mas puxando mesmo!
Na Universidade de Évora, o C. Geral na sua reunião de 14/4 (acta 3/2010) constituíu várias comissões, uma delas para "acompanhamento do processo de ensino que se pretende cada vez mais inovador e mobilizador".
Na mesma reunião foi discutido o plano de Desenvolvimento da Oferta Formativa para 2010/2014.
O despacho 121/2010 de 26/07/2010 nomeia um grupo de trabalho para reflectir sobre a oferta formativa de 1º ciclo.
Todas estas iniciativas e todos estes documentos são, de certeza, importantes e pertinentes mas...baralhei-me!
O C. Geral deve reflectir sobre o ensino e aprovar a estratégia, mas a mesma está definida, e o grupo de trabalho vai também reflectir....
Voltando ao artigo do Expresso, que cito, não estaremos a puxar cada um para seu lado?
E é só uma Universidade!
Boas férias!!!
E está carregado de razão!
Os C. Gerais têm aqui um papel muito importante, porque parte dos seus membros pertencem ao "mundo real" porque estão distantes das querelas intra e inter-instituições, porque .... têm que aprovar as estratégias das várias instituições.
E estes problemas, das vagas, número de vagas totais e por curso, dos cursos, quantos e com quantas vagas, da rede de ensino superior, quem dá o quê aonde, como e com que qualidade, em parceria ou isolado, fazem todos parte de um Grande Problema: A rede de Ensino Superior e Nós Temos que Ajudar a Resolver: puxando todos para o mesmo lado, mas puxando mesmo!
Na Universidade de Évora, o C. Geral na sua reunião de 14/4 (acta 3/2010) constituíu várias comissões, uma delas para "acompanhamento do processo de ensino que se pretende cada vez mais inovador e mobilizador".
Na mesma reunião foi discutido o plano de Desenvolvimento da Oferta Formativa para 2010/2014.
O despacho 121/2010 de 26/07/2010 nomeia um grupo de trabalho para reflectir sobre a oferta formativa de 1º ciclo.
Todas estas iniciativas e todos estes documentos são, de certeza, importantes e pertinentes mas...baralhei-me!
O C. Geral deve reflectir sobre o ensino e aprovar a estratégia, mas a mesma está definida, e o grupo de trabalho vai também reflectir....
Voltando ao artigo do Expresso, que cito, não estaremos a puxar cada um para seu lado?
E é só uma Universidade!
Boas férias!!!
sexta-feira, 30 de julho de 2010
"Bolonha" é tempo de reflectir
Passaram 4 anos desde a entrada de "bolonha", é tempo de reflectir!
A reflexão deve ser, muito muito séria, devemos reflectir, inicialmente, sobre a reforma do ensino de 1º ciclo de forma conjunta, quando digo conjunta quero dizer Universidades e Politécnicos, Reitorias, Directores de escolas e de faculdades e C. Gerais das Universidades e Politécnicos.
A reforma do ensino superior tem que visar a reestruturação da rede.
Portugal não tem recursos financeiros, neste momento ainda menos parece, para suportar, com a qualidade e a dignidade que se pretende, o funcionamento de todas as Instituições de Ensino Superior Público que existem, no actual quadro de oferta formativa!
Já se prevê que, após a conclusão da avaliação pela A3ES, cerca de 600 cursos, aproximadamente, não cumpram com os critérios de qualidade exigidos.
Já sabemos que cursos com 20 alunos não são rentáveis.
Já sabemos que há muito abandono no 1º ano, nos alunos que não entram na opção que pretendiam.
O sucesso escolar não é famoso.
Esperamos por quê para pensar a reestruturação da rede?
Faz parte da estratégia de cada Instituição definir a oferta formativa.
Faz parte das competências do C. Geral aprovar essa estratégia.
Estes são os responsáveis por Pensar, Discutir e Propor .... a reestruturação da rede!
Pensem nisto....nas férias que se avezinham!
É NOSSA responsabilidade!
Não devemos "assobiar para o lado" e quando formos confrontados com uma qualquer medida, vinda de um qualquer Ministério, gritamos, zangamo-nos e, confortavelmente, achamos que não foi nossa responsabilidade!
Boas Férias! se for caso disso....
A reflexão deve ser, muito muito séria, devemos reflectir, inicialmente, sobre a reforma do ensino de 1º ciclo de forma conjunta, quando digo conjunta quero dizer Universidades e Politécnicos, Reitorias, Directores de escolas e de faculdades e C. Gerais das Universidades e Politécnicos.
A reforma do ensino superior tem que visar a reestruturação da rede.
Portugal não tem recursos financeiros, neste momento ainda menos parece, para suportar, com a qualidade e a dignidade que se pretende, o funcionamento de todas as Instituições de Ensino Superior Público que existem, no actual quadro de oferta formativa!
Já se prevê que, após a conclusão da avaliação pela A3ES, cerca de 600 cursos, aproximadamente, não cumpram com os critérios de qualidade exigidos.
Já sabemos que cursos com 20 alunos não são rentáveis.
Já sabemos que há muito abandono no 1º ano, nos alunos que não entram na opção que pretendiam.
O sucesso escolar não é famoso.
Esperamos por quê para pensar a reestruturação da rede?
Faz parte da estratégia de cada Instituição definir a oferta formativa.
Faz parte das competências do C. Geral aprovar essa estratégia.
Estes são os responsáveis por Pensar, Discutir e Propor .... a reestruturação da rede!
Pensem nisto....nas férias que se avezinham!
É NOSSA responsabilidade!
Não devemos "assobiar para o lado" e quando formos confrontados com uma qualquer medida, vinda de um qualquer Ministério, gritamos, zangamo-nos e, confortavelmente, achamos que não foi nossa responsabilidade!
Boas Férias! se for caso disso....
sábado, 24 de julho de 2010
Ordens exigem título de mestre para licenciados pré-Bolonha
Ordens exigem título de mestre para licenciados pré-Bolonha
23.07.2010 - 08:12 Por PÚBLICO
"O Conselho Nacional das Ordens Profissionais (CNOP) exige o título de mestre para os alunos licenciados antes da entrada em vigor, em 2006, do processo de Bolonha e já pôs a circular uma petição online com o objectivo de levar o tema a discussão na Assembleia da República.
A questão que aqui se coloca é PORQUÊ?
Como se define um Licenciado?
Um detentor do grau de Mestre?
Um Doutorado?
Será que acreditamos que os licenciados pré-Bolonha, todos, têm competências adquiridas equivalentes às de um Mestre, e um Mestre pré-Bolonha terá então as competências de um Doutorado, e um Doutorado, passa de imediato a ..."génio", catedrático? ou a quê?
Estamos então a falar de quê, de competências adquiridas, de qualidade do conhecimento ou, de empregabilidade apenas?
O erro é que os graus deviam ser bacharel, mestre e doutor.
Na realidade a Comissão Europeia, ao propor a reforma dos curricula, considerou três graus Bacharel Mestre e Doutor , o errado é termos adoptado o grau de licenciado e não o de bacharel.
Para além disto, e bem, o dec-lei 74/2006 refere, explicitamente, que para obter o grau de Mestre deve ser apresentada uma "...dissertação de natureza científica ou um trabalho de projecto, originais e especialmente realizados para esse fim....", (artigo 20º) o que não era o caso nas antigas licenciaturas, pelo menos não em todas.
Ainda no mesmo Dec-Lei se diz que as Universidades podem "....creditar a formação realizada adquirida no âmbito de outros ciclos de estudo; reconhecer a experiência profissional adquirida...." (artigo 45º).
Por isso:
1- ou há falta de informação sobre o que se passa;
2- ou queremos nivelar por baixo;
Na realidade, o grau de Mestre, actual, não corresponde, "tout court", às licenciaturas anteriores!
23.07.2010 - 08:12 Por PÚBLICO
"O Conselho Nacional das Ordens Profissionais (CNOP) exige o título de mestre para os alunos licenciados antes da entrada em vigor, em 2006, do processo de Bolonha e já pôs a circular uma petição online com o objectivo de levar o tema a discussão na Assembleia da República.
A questão que aqui se coloca é PORQUÊ?
Como se define um Licenciado?
Um detentor do grau de Mestre?
Um Doutorado?
Será que acreditamos que os licenciados pré-Bolonha, todos, têm competências adquiridas equivalentes às de um Mestre, e um Mestre pré-Bolonha terá então as competências de um Doutorado, e um Doutorado, passa de imediato a ..."génio", catedrático? ou a quê?
Estamos então a falar de quê, de competências adquiridas, de qualidade do conhecimento ou, de empregabilidade apenas?
O erro é que os graus deviam ser bacharel, mestre e doutor.
Na realidade a Comissão Europeia, ao propor a reforma dos curricula, considerou três graus Bacharel Mestre e Doutor , o errado é termos adoptado o grau de licenciado e não o de bacharel.
Para além disto, e bem, o dec-lei 74/2006 refere, explicitamente, que para obter o grau de Mestre deve ser apresentada uma "...dissertação de natureza científica ou um trabalho de projecto, originais e especialmente realizados para esse fim....", (artigo 20º) o que não era o caso nas antigas licenciaturas, pelo menos não em todas.
Ainda no mesmo Dec-Lei se diz que as Universidades podem "....creditar a formação realizada adquirida no âmbito de outros ciclos de estudo; reconhecer a experiência profissional adquirida...." (artigo 45º).
Por isso:
1- ou há falta de informação sobre o que se passa;
2- ou queremos nivelar por baixo;
Na realidade, o grau de Mestre, actual, não corresponde, "tout court", às licenciaturas anteriores!
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Fim dos exames nacionais?
O Correio da manhã refere hoje uma noticia sobre uma petição dos " pais" sobre o fim dos exames nacionais de acesso ao Ensino Superior.
É evidente que este é um assunto que poderá vir a estar na ordem do dia, é controversa, haverá opiniões várias sobre o assunto mas, pelos vistos, vai começar a ser falada...
O que me preocupa?
São as Instituições de ensino superior que devem liderar este debate!
É um dos pontos que estará subjacente à reestruturação da rede e essa deve ser uma das nossas prioridades!
E porquê?
1- faz parte do contrato de confiança, logo todos concordaram em a fazer;
2- já foi, amiúde, referido que a avaliação dos cursos, pela Agencia de Acreditação e Avaliação vai reduzir, correctamente, o número de cursos tornando mais premente a necessidade da reestruturação;
3- porque o problema de financiamento não está resolvido, vai colocar-se novamente;
Ou seja, é uma discussão que deve ser iniciada e não deve ser feita:
1-nem a reboque dos resultados da avaliação;
2- nem a reboque das associações de "pais" ou outras iniciativas semelhantes;
3- nem no âmbito de um estrangulamento financeiro que nos pressione;
Devemos ter a nossa agenda!
Devemos liderar a discussão!
Temos que o fazer porque temos essa obrigação, para com os nossos alunos, para com as gerações futuras, para com o País.
É evidente que este é um assunto que poderá vir a estar na ordem do dia, é controversa, haverá opiniões várias sobre o assunto mas, pelos vistos, vai começar a ser falada...
O que me preocupa?
São as Instituições de ensino superior que devem liderar este debate!
É um dos pontos que estará subjacente à reestruturação da rede e essa deve ser uma das nossas prioridades!
E porquê?
1- faz parte do contrato de confiança, logo todos concordaram em a fazer;
2- já foi, amiúde, referido que a avaliação dos cursos, pela Agencia de Acreditação e Avaliação vai reduzir, correctamente, o número de cursos tornando mais premente a necessidade da reestruturação;
3- porque o problema de financiamento não está resolvido, vai colocar-se novamente;
Ou seja, é uma discussão que deve ser iniciada e não deve ser feita:
1-nem a reboque dos resultados da avaliação;
2- nem a reboque das associações de "pais" ou outras iniciativas semelhantes;
3- nem no âmbito de um estrangulamento financeiro que nos pressione;
Devemos ter a nossa agenda!
Devemos liderar a discussão!
Temos que o fazer porque temos essa obrigação, para com os nossos alunos, para com as gerações futuras, para com o País.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
"Se não houver cortes orçamentais...."
"Se não houver cortes orçamentais podem estar ultrapassados todos os problemas financeiros da Universidade de Évora" (entrevista ao Jornal registo, Évora)
Esta é a convicção do Reitor da Universidade de Évora!
Concordo, mas parte de uma premissa errada, se não houver cortes orçamentais!
Porquê?
Porque vai haver cortes:
1- o PEC, só por si, já diminui o orçamento;
2-a retenção de 20% de receitas próprias, tal como já foi dito pelo Presidente do Conselho de Reitores, já foi solicitada a algumas Universidades (expresso 17 de Julho);
3- se nos fiarmos em sondagens, e na "voz corrente", nada garante que a legislatura chegue ao fim, e o contrato dura até final da legislatura;
4- há uma ressalva no contrato de confiança que diz: " ....se as condições financeiras permitirem" e vê-se mesmo que não vão permitir;
As questões que se colocam devem ser:
1-O que estamos a fazer, nós Universidade de Évora, para sobreviver com os cortes que já estão previstos;
2- O que estamos a fazer para crescer? porque, deve ser dito, o orçamento, tal como foi distribuído, paga salários, vivemos do resto (leia-se propinas maioritariamente) e cresceremos COMO?
Qual a estratégia para crescer?
a) A abertura de vagas no pós laboral? é curto, muito curto, experiências anteriores asseguram-nos isso, tal como aliás o Reitor refere na mesma entrevista.
b) O programa "vale a pena ser Mestre"? já dura há 3 anos.
c) O curso de energias renováveis? já dura há 3 anos.
d) O mestrado engª do ambiente? já existia.
e) A cátedra de energias renováveis? estava criada, faltava apenas preencher o lugar.
O que de novo se vai fazer?
Tal como refere o Reitor "a actual situação não nos permite crescer"
Se, mesmo a actual situação, falhar, como tudo faz prever que falhe, qual é a nossa estratégia?
De uma coisa temos a certeza:
Nós, Universidade de Évora, podemos, tal como disse o Reitor, não crescer mas, em 4 anos...todo o resto do mundo cresce, já dizia Confúcio "celui qui ne progresse pas chaque jour, recule chaque jour".
Todas as instituições de ensino superior têm que ter uma estratégia para crescer, só assim acompanharemos o crescimento do mundo, e não recuamos!
Qual é a nossa, da Universidade de Évora?
Qual é a estratégia das Instituições de Ensino Superior?
Quando encararemos, realmente, o futuro do Ensino Superior em Portugal?
Como encara a Europa o futuro do Ensino Superior?
A próxima conferencia da EUA vai abordar as estratégias para:
1- definir "missões específicas" e focadas para cada Instituição;
2- atrair e reter "staff" de grande qualidade;
3- diversificar o perfil dos alunos e cuidar de perfis especificos de grupos de estudantes;
4- desenvolver perfis de investigação especificos;
Numa palavra: definir uma estratégia própria especifica e focada para cada Instituição.
Como responderíamos nós a estas questões?
Esta é a convicção do Reitor da Universidade de Évora!
Concordo, mas parte de uma premissa errada, se não houver cortes orçamentais!
Porquê?
Porque vai haver cortes:
1- o PEC, só por si, já diminui o orçamento;
2-a retenção de 20% de receitas próprias, tal como já foi dito pelo Presidente do Conselho de Reitores, já foi solicitada a algumas Universidades (expresso 17 de Julho);
3- se nos fiarmos em sondagens, e na "voz corrente", nada garante que a legislatura chegue ao fim, e o contrato dura até final da legislatura;
4- há uma ressalva no contrato de confiança que diz: " ....se as condições financeiras permitirem" e vê-se mesmo que não vão permitir;
As questões que se colocam devem ser:
1-O que estamos a fazer, nós Universidade de Évora, para sobreviver com os cortes que já estão previstos;
2- O que estamos a fazer para crescer? porque, deve ser dito, o orçamento, tal como foi distribuído, paga salários, vivemos do resto (leia-se propinas maioritariamente) e cresceremos COMO?
Qual a estratégia para crescer?
a) A abertura de vagas no pós laboral? é curto, muito curto, experiências anteriores asseguram-nos isso, tal como aliás o Reitor refere na mesma entrevista.
b) O programa "vale a pena ser Mestre"? já dura há 3 anos.
c) O curso de energias renováveis? já dura há 3 anos.
d) O mestrado engª do ambiente? já existia.
e) A cátedra de energias renováveis? estava criada, faltava apenas preencher o lugar.
O que de novo se vai fazer?
Tal como refere o Reitor "a actual situação não nos permite crescer"
Se, mesmo a actual situação, falhar, como tudo faz prever que falhe, qual é a nossa estratégia?
De uma coisa temos a certeza:
Nós, Universidade de Évora, podemos, tal como disse o Reitor, não crescer mas, em 4 anos...todo o resto do mundo cresce, já dizia Confúcio "celui qui ne progresse pas chaque jour, recule chaque jour".
Todas as instituições de ensino superior têm que ter uma estratégia para crescer, só assim acompanharemos o crescimento do mundo, e não recuamos!
Qual é a nossa, da Universidade de Évora?
Qual é a estratégia das Instituições de Ensino Superior?
Quando encararemos, realmente, o futuro do Ensino Superior em Portugal?
Como encara a Europa o futuro do Ensino Superior?
A próxima conferencia da EUA vai abordar as estratégias para:
1- definir "missões específicas" e focadas para cada Instituição;
2- atrair e reter "staff" de grande qualidade;
3- diversificar o perfil dos alunos e cuidar de perfis especificos de grupos de estudantes;
4- desenvolver perfis de investigação especificos;
Numa palavra: definir uma estratégia própria especifica e focada para cada Instituição.
Como responderíamos nós a estas questões?
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